dez 012013
 

Por: Rodrigo de Aguiar

Fotos: Arquivo pessoal do jogador

rodrigo@papareianews.com

Aylon comemorando mais um gol marcado no estádio Aldo Dapuzzo

Ele já jogou no Sport Club Rio Grande, teve uma passagem pela serra jogando pelo Caxias e ao voltar à terra natal foi parte integrante da mais emocionante história recente do Sport Club São Paulo: o acesso à primeira divisão. Estamos falando de Aylon, o jovem jogador de 21 anos, que hoje atua no time Sub 23 do Internacional.

O blog Papareia News conversou com este jovem rio-grandino que fez um grande sucesso pela dupla Rio-Rita.

Papareia News: Quando resolvestes te tornar jogador de futebol?  

Aylon Tavella: Nunca resolvi me tornar jogador de futebol, mas sim, como quase todos os meninos, sempre sonhei em ser um jogador e acabou acontecendo ao natural, sempre fui levando na diversão e, quando vi, já estava envolvido no mundo do futebol.

PN: Como é ter jogado nos dois clubes do município e receber o carinho das duas torcidas?  

AT: É uma sensação única: incrível e difícil até de explicar! Desde pequeno ia ver os jogos de ambos os times e tinha o sonho de colocar um clube na primeira divisão. Infelizmente não consegui com o Rio Grande, mas felizmente consegui com o São Paulo. No Rio Grande tenho o carinho de ter começado lá, de ter sido lançado no futebol profissional e a torcida me ajudou muito, e no São Paulo tenho o carinho de ter conseguido o acesso, onde a torcida foi fundamental.

Momento do gol mais importante do ano para o São Paulo: o que levou a partida para os pênaltis diante do Brasil de Pelotas

PN: Como foi marcar aquele gol diante do Brasil de Pelotas e justamente naquela condição de estar perto do acesso para a primeira divisão?

AT: Foi sensacional! Revejo o lance até hoje. É difícil até de acreditar, mas foi um feito histórico, a importância que foi colocar o São Paulo na primeira divisão, até mesmo pra cidade de Rio Grande.

PN: Do início da tua carreira até hoje, o que mais te marcou dentro da profissão?

AT: Apesar de ter apenas 21 anos, já passei por quatro clubes, e o que mais me marcou positivamente na profissão foram as amizades que fiz e os momentos felizes que só o futebol pode te proporcionar. Já o que me marcou negativamente é a falta de investimento no futebol do interior.

PN: Hoje em dia, com a tua ida para o Internacional, como que tu visualizas o futebol do interior do estado com relação à atenção que recebem e a estrutura que disponibilizam?

Já atuando pelo Internacional em um dos jogos da equipe Sub 23.

AT: Visualizo o futebol totalmente diferente, antes não tinha noção do tanto de profissões que necessitam para fazer o futebol funcionar e hoje vejo que as estruturas dos clubes do interior são precárias e os clubes precisam fazer milagres com o pouco investimento que é feito no interior.

PN: Que mensagem tu deixarias para a gurizada rio-grandina, que sonha em se tornar um jogador de futebol?

AT: Dizer para eles acreditarem sempre, que mesmo sabendo das dificuldades e das poucas oportunidades que existem para se tornar um jogador aqui na cidade, não desisti nunca e hoje estou realizando meu sonho.

No Rio Grande, Aylon também viveu ótimos momentos ao lado do torcedor tricolor

Aylon foi contratado pelo Internacional logo após o término da Série A2 do Gauchão


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