jun 252013
 

Matéria e fotos: Rodrigo de Aguiar.

rodrigo@papareianews.com

Ao contrário da semana passada protestos de ontem tinham alvos certos.

As vias de Rio Grande tornaram-se mais uma vez cenário da luta popular, na noite de ontem cerca de 400 pessoas, segundo a Brigada Militar, foram às ruas para o segundo ato de manifestação promovido pelo Movimento Livre Unificado.

O contingente de manifestantes nem chegou perto da maciça presença popular de quinta-feira, dia 20, no entanto não tirou a força daqueles dispostos a mudarem o atual cenário político nacional. Diferentemente do primeiro ato o objetivo deste último tinha nitidamente o seu alvo, o sistema de transporte coletivo e o monopólio mantido pela empresa Noiva do Mar.

Sob gritos de ordem, que comparavam o serviço a mercadorias, os manifestantes saíram do Largo Dr. Pio às 17:30 e tinham como destino a Câmara de Vereadores e exatamente como na semana passada cartazes também foram confeccionados no local.

Com o parlamento municipal fechado os integrantes do movimento partiram em direção a saída da cidade. Na Avenida Buarque de Macedo os dois lados foram tomados pelos manifestantes, situação também presenciada na Avenida Presidente Vargas. Ao longo do trajeto moradores dos prédios piscavam as luzes em sinal de apoio ao movimento e recebiam dos participantes um longo grito em sinal de agradecimento.

Enquanto passavam pela principal via de acesso a cidade diversas paradas eram realizadas, o motivo girava em torno de qual decisão tomar, seguir em frente ou dividir o grupo em dois e bloquear também a paralela 1º de maio?

Na chegada ao pórtico o momento mais crítico aconteceu. Ao perceberem a intensa movimentação de veículos na Rua 1º de maio os manifestantes trancaram a via, deixando três ônibus presos ao manifesto. O motorista de um dos coletivos apoiou os integrantes que logo começaram uma discussão com funcionários da empresa que cobravam a liberação do tráfego para que o coletivo de linha pudesse seguir viagem. Passageiros que estavam no ônibus pareciam estar com medo pensando no que poderia acontecer, felizmente os ânimos foram se acalmando e o trajeto normal foi retomado.

A Brigada Militar e agentes de trânsito acompanharam e buscaram orientar os motoristas a encontrarem alternativas que não os deixassem presos ao ato. Alguns acabavam passando em velocidades agressivas, causando descontentamentos entre as pessoas.

Na rótula da Junção aconteceu o ponto mais alto do protesto, munidos de galhos de árvores e outros objetos os manifestantes bloquearam os acessos, causando congestionamento no sentido de entrada da cidade. Nem a forte chuva espantou os manifestantes do local.

Foram aproximadamente 45 minutos de paralisação, a rótula da Rua Roberto Socoowisk também foi interditada. De lá os manifestantes seguiram em direção à garagem da empresa Noiva do Mar, onde encerraram a manifestação.

Nesta terça-feira uma reunião será realizada pelos organizadores, a intenção e avaliar o ato de ontem e o praticado na última quinta-feira para, assim, definirem a data da terceira manifestação. Na próxima quarta-feira, dia 26, uma mobilização estadual está prevista para acontecer, mas em Rio Grande não terá representantes.

A reunião de amanhã acontecerá nas docas do Mercado Público.

Momento em que os manifestantes chegam a Avenida Presidente Vargas.

Momento mais crítico aconteceu na chegada ao pórtico, quando os manifestantes resolveram bloquear a Rua 1º de maio e encontraram três ônibus.


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