fev 102014
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Fotos: Daniel Corrêa

rodrigo@papareianews.com

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Carlos Alberto disputando uma bola  no início do primeiro tempo, quando o placar já estava em 1 a 0

Foi a segunda partida jogada em casa. O São Paulo buscava a primeira vitória diante de sua torcida. O melancólico empate diante do Lajeadense, na última quinta-feira, aumentou a necessidade de vitória contra o Veranópolis e, em uma série de três jogos em Rio Grande, pontuar era a palavra de ordem. O torcedor não compareceu em peso, talvez por conta do clássico Grenal, mas os mais de 1.100 rubro-verdes que estiveram na noite de ontem no estádio Aldo Dapuzzo viram um time apático, com uma zaga lenta perder para o Veranópolis pelo placar de 4 a 2.

Logo no primeiro minuto de jogo, o time de Julinho Camargo abriu o placar. O atacante Juba recebeu o passe de Marcos Rogério e mandou pro fundo do gol defendido pelo goleiro Pablo: 1 a 0 VEC. Depois do primeiro gol, o time da terra da longevidade seguiu atacando e Eduardinho quase ampliou. Após a jogada armada por Juba, o atacante mandou a bola em cima da defesa, quando o gol estava completamente aberto.

Momento em que o zagueiro Reinaldo comemorava o então gol da virada do São Paulo, aos 45 minutos do primeiro tempo

A resposta do time da Linha do Parque aconteceu minutos depois. Após cruzamento de Robin, na área do goleiro Rodrigo Rocha, o capitão Balduíno, com uma cabeçada certeira, igualou o marcador para o delírio da torcida. Com o empate a equipe do Veranópolis ficou desestruturada. O gol da virada surgiu após uma cobrança de escanteio originada por um belo chute do meio-campo Vasconcelos, desviada pela linha de fundo pelo goleiro Rodrigo Rocha. Na cobrança de Vanderlei, o zagueiro Reinaldo acertou uma cabeçada pro fundo do gol: São Paulo 2 a 1, placar do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o técnico Julinho Camargo tirou Bruno Coutinho e colocou no lugar dele o atacante Soares. Logo aos cinquenta segundos, Eduardinho puxou o contra ataque e entregou para Lê, o experiente atacante tocou na saída de Pablo e mais uma vez igualou o placar: 2 a 2. A ducha de água fria poderia ter sido mais fraca se não fosse a virada do VEC. Quando o cronômetro encaminhava-se para os três minutos, o atacante Soares pegou a bola, passou pela zaga e foi colocar a bola no fundo do gol: 3 a 2 Veranópolis e o pesadelo do primeiro tempo voltava a se repetir.

Com a vantagem no placar, a equipe do Veranópolis seguia pressionando e muitas chegadas ofensivas paravam no goleiro Pablo. Em uma delas, o atacante Juba simulou um pênalti e recebeu cartão amarelo. Como já havia recebido um, o árbitro Diego Almeida Real apresentou o cartão vermelho, fazendo com que a equipe de Julinho Camargo ficasse com um jogador a menos. Nem o mais pessimista são-paulino poderia imaginar que esta precoce saída não iria deixar o time do Veranópolis abatido.

Os últimos quinze minutos foram de tentativas sem sucesso pelo lado rubro-verde e de conclusões perigosas do Veranópolis, que esbarravam no goleiro Pablo

O São Paulo, com um jogador a mais, não conseguia criar chances de gol e quando chutava, ou a bola passava por cima do gol, ou parava nas mãos do goleiro Rodrigo Rocha. O golpe de misericórdia no Leão do Parque veio aos 28 minutos. Após cobrança de escanteio de Romano, a bola voltou para seus pés, ele dominou e com um chute forte estufou a rede defendida pelo goleiro Pablo. Com o 4 a 2 no placar, o torcedor começou a deixar o estádio e os mais apaixonados cobravam da direção e do técnico Agenor Piccinin mudanças na equipe. Os últimos quinze minutos foram de tentativas sem sucesso pelo lado rubro-verde e de conclusões perigosas do Veranópolis, que esbarravam no goleiro Pablo. Com o apito final começaram as cobranças.

O presidente do clube, Domingos Escovar, foi cercado por torcedores e disse que mudanças irão acontecer e que resultados como estes não podem ser admitidos diante do trabalho que foi realizado pela direção do clube nos últimos meses.

Muita confusão na zona mista

O clima de tensão seguiu na zona mista, onde os jogadores e comissão técnica circulam antes e no final de cada partida. Um grupo de torcedores começou a protestar em uma grade próxima ao início da ferradura, eles cobravam mais garra e empenho dos profissionais à frente do clube. A fúria dos torcedores era tanta, que a grade foi danificada e apenas um segurança tentava evitar que eles ingressassem no espaço restrito. Foi preciso a intervenção de policiais da Brigada Militar para conter os ânimos.

Os atletas buscavam respostas para o momento vivido pelo clube e os dirigentes confirmavam que nesta segunda-feira mudanças iriam acontecer. Na sala de imprensa, o técnico Agenor Piccinin disse que o problema não está localizado apenas na zaga, mas sim dentro do grupo e que isto deverá ser resolvido para o jogo diante do Brasil de Pelotas, no próximo dia 12. O comandante disse ainda que, se fosse preciso, estaria colocando seu cargo à disposição da direção após esta sequência de resultados negativos.

Do lado de fora do estádio Aldo Dapuzzo, um grupo de torcedores continuava protestando mesmo após o final da partida. Os rubro-verdes cobravam mais empenho, alegando que moradia e estrutura para os profissionais não é o que está faltando.

O São Paulo volta a campo nesta quarta-feira, às 20h, para a realização de um jogo atrasado da segunda rodada, contra o Brasil de Pelotas. Por conta desta situação, uma vitória diante da equipe comandada por Rogério Zimmermann se faz totalmente necessária.


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