nov 232013
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Foto: Comunicação 6º BPM

rodrigo@papareianews.com

O prazo máximo para o início do efetivo trabalho nos núcleos será o final do ano, mas a expectativa gira em torno da primeira quinzena de dezembro

Rio Grande está perto de ter os núcleos do policiamento comunitário em funcionamento. Esta afirmação foi dada pelo Tenente Coronel Carlos Alberto Brusch Terres a nossa reportagem durante entrevista, na tarde do último dia 12, na sede do 6º BPM. O projeto de policiamento comunitário já foi lançado oficialmente e noticiado no mês de julho e consiste em uma parceria entre o Governo do Estado, Brigada Militar e Prefeitura Municipal, onde 44 policiais militares, divididos em 11 núcleos trabalharão diretamente nas comunidades, estreitando assim os laços de convivência com os moradores.

Dessa forma os servidores da segurança pública poderão ter um maior conhecimento das necessidades de cada bairro e assim trabalhar da forma mais adequada, diferentemente do patrulhamento ostensivo, que esporadicamente passará por aquele determinado local. A Prefeitura Municipal irá colaborar com a disponibilização de uma ajuda de custo no valor de R$ 800,00 para cada policial, o que na visão dos integrantes da Secretaria de Segurança Pública foi o fator impulsionador da criação do projeto no município.

Além dos 44 policiais, os núcleos de policiamento comunitário contarão com 11 novas viaturas, 44 coletes a prova de balas, 44 pistolas calibre ponto 40, 44 pares de algemas, 44 rádios de comunicação, bicicletas e computadores. Todos esses materiais e o treinamento dos homens que atuarão nos núcleos deveriam estar concluídos e em funcionamento na primeira quinzena de outubro, no entanto isso ainda não aconteceu.

Serão contemplados com o projeto os bairros Santa Tereza, Navegantes, Mangueira, Lar Gaúcho e Dom Bosquinho (Núcleo 1), BGV e Vila Militar (Núcleo 2), Rural, Santana, Matadouro, Junção e Vila Braz (Núcleo 3), São João e São Miguel (Núcleo 4), Vila Maria, Bernadeth, Parque Coelho, Mate Amargo, Aeroporto e Marluz (Núcleo 5), Profilurb II, Vila Recreio e Nossa Senhora de Fátima (Núcleo 6), Castelo Branco I e II, Santa Rita e Caic (Núcleo 7), Cidade de Águeda e Santa Rosa (Núcleo 8), Parque São Pedro (Núcleo 9) e Querência, Stella Maris e Parque Guanabara (Núcleo 10). Um núcleo servirá como uma central de coordenação para os demais

De acordo com o coronel Brusch, mais de oitenta por cento dos preparativos já foi concluído, o efetivo está com os treinamentos finalizados e o que acaba por atrasar o início do funcionamento é justamente a entrega das viaturas, que deverão chegar a Porto Alegre nos próximos dias. As unidades, da marca Renault, modelo Sandero, ainda deverão ser incorporadas ao patrimônio da Brigada Militar e todo este trâmite burocrático deverá levar em torno de 15 dias.

Os demais equipamentos, como rádios de comunicação, computadores e armamentos, por exemplo, fazem parte de outros procedimentos licitatórios e devem estar chegando junto com as viaturas. O prazo máximo para o início do efetivo trabalho nos núcleos será o final do ano, mas a expectativa gira em torno da primeira quinzena de dezembro.

O comandante do 6º BPM informou ainda que, fora do projeto do policiamento comunitário, haverá repasse de recursos do Governo Federal para compra de outras novas viaturas e demais materiais de trabalho, e de novembro de 2012 a julho de 2014 deverão chegar ao batalhão 24 unidades zero quilômetro, o que deixará a Brigada Militar do município bem equipada em sua visão.

Outro ponto discutido durante a entrevista foi o elevado número de homicídios, que vem assustando a comunidade. Brusch informou que mais de setenta por cento dos casos estão relacionados com o tráfico de drogas, são dívidas e outras cobranças que a polícia militar não tem como evitar e um dia irão acontecer. O que deve ser combatido em sua visão é o latrocínio, ou seja, o roubo seguido de morte. Para evitar tais práticas criminosas, a instituição vem desenvolvendo operações e atividades de repressão em lugares de maior aglomeração, logrando assim êxito nas prisões.

A polícia trabalha hoje com uma grande falta de informação, as pessoas na maioria das vezes, após serem vítimas de um assalto, não registram ocorrência, seja pela demora em confeccionar um boletim ou até mesmo pelo valor do bem roubado. Brusch enfatizou que o registro é de suma importância e sua ausência contribui ainda mais para o aumento da cifra negra, que são os crimes que não chegam ao conhecimento das autoridades policiais e não são computados na base de dados da segurança pública do estado.


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