ago 182013
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Fotos: José Silveira

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Na sala do CCO trabalham cinco pessoas por turno, lá os dados do sistema são atualizados a cada sete segundos

Atrasos e lotação no transporte público são pontos discutidos nas principais cidades brasileiras, o que mostra certo despreparo do poder público com relação a este modal. Afinal, de quem é a culpa?

O transporte coletivo deve ter prioridade sobre o individual, pelo menos é assim que está expresso na Lei de Mobilidade Urbana, 12.587/2012. Entretanto o que se observa é exatamente o contrário, inúmeras são as facilidades apresentadas pelo governo para incentivar e impulsionar o transporte individual que, cada vez mais, incha nossas ruas e avenidas, contribuindo também para o aumento da quantidade de gases poluentes lançados na atmosfera. Não seria melhor possibilitar estas vantagens ao transporte público e assim torná-lo mais eficaz?

A cidade do Rio Grande vem apresentando um elevado número de veículos em circulação e diariamente podemos observar congestionamentos que antes eram apenas visualizados em grandes centros urbanos. Em meio a este caos está o transporte urbano, um mecanismo voltado para a solução que se torna vítima da falta de estrutura e planejamento dos municípios.

O sistema tem como objetivo servir de ferramenta de gestão para proporcionar um melhor atendimento ao usuário

Em Rio Grande, os mais de 150 ônibus do sistema contam com monitoramento por GPS. O mecanismo mostra, em tempo real, todos os detalhes do desempenho diário de cada veículo e pontos causadores de atrasos e demais problemas. A equipe de reportagem do blog Papareia News conheceu o Centro de Controle Operacional (CCO), instalado na garagem da empresa Noiva do Mar.

Implantado no ano de 2011, o sistema tem como objetivo servir de ferramenta de gestão para proporcionar um melhor atendimento ao usuário. De acordo com o gerente administrativo, Osvaldo Silva, nem sempre é possível oferecer um serviço qualificado, diante da falta de uma infraestrutura adequada que possibilite a fluidez do trânsito e que os veículos atinjam uma velocidade média.

Ainda segundo ele, estes pontos apresentados se agravam mais ainda nos horários de pico, baixando a produtividade e afetando diretamente no atendimento dos usuários.

Na sala do CCO trabalham cinco pessoas por turno, lá os dados do sistema são atualizados a cada sete segundos e, informações como velocidade, adiantamento e atrasos são facilmente detectadas. Diariamente são atendidas, em média, 400 ligações de usuários, que solicitam informações ou realizam sugestões, elogios ou reclamações. O sistema utilizado proporciona ao passageiro saber informações de um coletivo que irá passar ou porque passou e não parou. Quem também ganha com isso são os cadeirantes. Através do CCO é possível saber intervalos e os horários precisos da circulação de veículos adaptados com plataformas elevatórias.

Passageiros realizam consultas, por telefone, para saberem posição dos coletivos que aguardam nas paradas

Enquanto estávamos na sala, pudemos acompanhar consultas feitas por passageiros ao sistema. Em uma das ligações a usuária solicitou informações sobre a linha Parque São Pedro, tendo sido informada com relação à exata localização do ônibus que aguardava na parada.

Rio Grande foi a segunda cidade do estado a contar com esta tecnologia e a primeira a ter o equipamento instalado em toda a frota urbana. Em breve os usuários poderão ter acesso às informações através da internet.

Atualmente a empresa realiza de segunda a sexta o monitoramento de cerca de 2.000 horários e todos os ônibus possuem um terminal de dados, onde o motorista informa o CCO por meio de um teclado os acontecimentos. As informações lançadas do coletivo, tão logo recebidas, são repassadas pelos funcionários da sala aos fiscais, via telefonia móvel, fazendo com que as alterações necessárias possam ser realizadas. Durante nossa reportagem, às 17h30, visualizamos pelas telas dos computadores que os coletivos da linha Barra estavam atrasados nos dois sentidos, o motivo era o grande congestionamento na região do Distrito Industrial oriundo da soltada dos funcionários que trabalham no Polo Naval.


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