ago 212013
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Fotos: Daniel Corrêa e Rita Martinatto

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O cadeirante conversou com o vice-prefeito, Eduardo Lawson, em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, onde reclamou da conduta do funcionário e cobrou por atitudes

O cadeirante de 32 anos, Ygor de Oliveira, realizou no final da manhã e tarde de ontem um protesto na esquina das ruas General Netto e Luiz Loréa, o ato tinha como finalidade mostrar sua indignação com uma ofensa feita contra ele por um motorista de ônibus da empresa Noiva do Mar. A manifestação solitária, que começou a ganhar adeptos com o passar das horas, teve início às 11h23 e estendeu-se até o final da tarde. O cadeirante conversou com o vice-prefeito, Eduardo Lawson, em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, onde reclamou da conduta do funcionário e cobrou por atitudes.

Durante o ato o trânsito na região esteve bloqueado, causando engarrafamento e confusão entre os motoristas. De acordo com Ygor, o motivo da realização da manifestação começou no último dia 19 de julho, quando ele embarcou em um coletivo da linha FURG, no ponto do IFRS. Como é portador de necessidades especiais, Oliveira precisou utilizar o elevador do veículo de prefixo 1123 e nesse momento teria sido ofendido pelo motorista.

Ainda de acordo com ele, uma denúncia foi feita junto a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Acessibilidade, através do número 156, mas até agora nenhuma atitude foi tomada. A nossa reportagem, ele disse que o órgão regulador do transporte urbano apenas anotou seu nome completo e o horário do acontecimento.

Dias após o ocorrido, Ygor realizou um primeiro protesto, mas de acordo com ele funcionários do SAMU foram até o local onde ele estava e alegaram que ele estaria em surto psicótico. Com isso, os cabos da cadeira de rodas motorizada foram desligados, o que causou uma queima na placa após o mecanismo entrar em curto.

Momento em que Ygor protestava na esquina das ruas Luiz Loréa e General Netto

O rio-grandino, aluno dos cursos oferecidos pelo PRONATEC, é morador do Bairro Getúlio Vargas e durante 30 dias teve de fazer o caminho de casa até o curso utilizando um táxi. A manifestação foi realizada ontem, porque a cadeira motorizada voltou do conserto apenas no dia 19/08 e o prejuízo experimentado foi de aproximadamente R$ 2.100,00. Como é beneficiário e recebe LOAS para se manter, Oliveira disse que precisa que alguém se responsabilize pelo problema ocasionado na cadeira de rodas.

Nossa equipe de reportagem entrou em contato com a empresa Noiva do Mar e fomos informados que o fato não havia sido relatado e que a operadora do serviço de transporte coletivo não tinha conhecimento do ocorrido. Segundo o gerente geral, Eduardo Freitas, esta não é a política da empresa de tratamento com nenhum tipo de usuário e que os envolvidos serão chamados para esclarecimentos e a partir dai medidas serão tomadas a fim de evitar que atos como esses venham a se repetir.

Freitas informou ainda que treinamentos periódicos são realizados com todos os funcionários e desde julho um curso de capacitação, oferecido pelo SEST/SENAT, está sendo aplicado aos motoristas, cobradores e fiscais e tem como foco um melhor atendimento ao usuário.

O administrador disse que mesmo assim fatos isolados podem acontecer, mas as atitudes são totalmente repudiadas pela gerência e direção da empresa.


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