Rodrigo de Aguiar

fev 162014
 

Matéria e fotos: Rodrigo de Aguiar

rodrigo@papareianews.com

Levar a história do chimarrão e as propriedades da erva-mate é a missão da Escola do Chimarrão. Foto: Jornal Agora

Levar a história da bebida mais tradicional dos gaúchos e manter vivo o costume de consumi-lo da forma correta é o compromisso da Escola do Chimarrão. O grupo, de Venâncio Aires, iniciou suas atividades através da idealizadora Liliane Pappen, de forma simples, durante a Semana Farroupilha de 1998, com a finalidade de contar a história da erva-mate para os filhos dos funcionários da empresa Ervateira Rainha dos Pampas, localizada no município que é considerado a “Capital Nacional do Chimarrão”. O sucesso proporcionado pelo projeto foi tão satisfatório que, em 2004, a escola tornou-se uma ONG, vindo a chamar-se Instituto Escola do Chimarrão, sendo desmembrada da Ervateira Rainha dos Pampas, passando a realizar atividades diversas ligadas a cultura gauchesca.

O entusiasmo pelo chimarrão motivou também a Polícia Federal. O departamento, através do delegado Ademar Stocker, doou um ônibus para a instituição, veículo este utilizado nas viagens realizadas para difundir a história e os benefícios proporcionados pelo “mate”. Segundo o diretor executivo do projeto, Pedro José Schwengber, a doação aconteceu em virtude de um estudo científico, que comprovou que quem consome a bebida está menos propenso a desenvolver o uso de drogas. Dessa maneira a Polícia Federal deixou de ser apenas um meio de punição para contribuir com a prevenção e combate ao uso de substâncias ilícitas.

O coletivo doado foi um Nielson Diplomata 350, ano 1986, encarroçado sobre o chassi K-112CL da Scania, que teve sua reforma patrocinada pela churrascaria Vento Haragano, de São Paulo, a qual recebe a visita veículo uma vez por mês.

Diretor executivo, Pedro Schwengber, enquanto conversava com nossa equipe

O diretor destaca ainda que, para levar este projeto adiante, a instituição conta com diversos patrocinadores e apoiadores: como patrocinadores contam com a rede de supermercados Carrefour, a churrascaria Vento Haragano, Ultra gás e Termolar. Já como apoiadores, a Prefeitura Municipal de Venâncio Aires, de Caxias do Sul, Mecânica 5ª Roda, Elétrica Paulo Braun, Fiberglas, de Torres, que fornece o material em fibra, Vidraçaria São José, Planalto Turismo, empresa de transportes Viasul, onde recebe todas as revisões e manutenções, entre outros.

A Escola do Chimarrão esteve em Rio Grande neste final de semana pelo seu quinto ano e foi montada próximo à Estação Verão do SESC, que busca manter vivas as tradições gaúchas, mesmo na temporada de verão junto à agitação do litoral. Vale destacar que o projeto é uma oficina permanente, onde todos os envolvidos estão capacitados para explicarem e atenderem as dúvidas do público gaúcho.

Saiba mais

- De 1998 a 2011 mais de dez milhões de pessoas tiveram contato com o ônibus e mais de um milhão foram atendidas pelo projeto nas mais diversas regiões do país;

- Todos os materiais que se encontram no veículo foram doados pelos patrocinadores, apoiadores e comunidade em geral;

- Em 2011, Seu Pedro recebeu da Câmara de Vereadores de Venâncio Aires o título de cidadão emérito pelos serviços prestados ao povo venâncio-airense e ao Brasil como um todo.

fev 152014
 

Matéria e fotos: Rodrigo de Aguiar

rodrigo@papareianews.com

Evento iria acontecer apenas em quatro praias do litoral norte, mas em virtude das condições climáticas em Torres, o balneário Cassino foi contemplado

Com o objetivo de aproximar o torcedor do interior do estado, o Sport Club Internacional realizou o evento “Gigantes do Litoral”, na praia do Cassino, que foi promovido pelo consulado do clube no município, sob o comando do médico Alexandre Faria. A atividade, que teve início às 16h, contou com a presença de ex-atletas, como o centro médio Caçapava, as taças conquistadas ultimamente pelo time, o ônibus da equipe e a Cápsula do Tempo, uma espécie de baú, onde os torcedores puderam escrever mensagens que só irão ser lidas daqui a 45 anos, quando o estádio Beira Rio completará cem anos. Os colorados tiveram ainda a oportunidade de testar seus conhecimentos sobre o time do coração: um quiz com diversas perguntas iria apontar o finalista de Rio Grande que irá participar da festa de reinauguração da casa colorada nos dias 5 e 6 de abril deste ano, em Porto Alegre.

A estrutura foi montada próximo a estátua de Iemanjá e durante todo o tempo em que esteve por ali recebeu a visita de diversos torcedores, que queriam ter como recordação alguma imagem da vinda do time do coração. Sentado confortavelmente em uma cadeira estava o centro médio Caçapava, o ex-atleta colorado concedeu autógrafos e conversou com a nossa equipe, onde contou diversas histórias de suas participações em partidas decisivas da década de 70, que foram disputadas pelo clube.

De acordo com Caçapava, a importância de estar representando o Internacional nestes eventos é uma satisfação muito grande, pois tudo aquilo que foi feito no passado ainda reflete e é lembrado nos dias atuais com muita alegria, até mesmo pelos torcedores que naquela época ainda nem eram nascidos. Para ele, a realização de eventos como este é de extrema valia, pois o Internacional é um clube que possui muitos torcedores espalhados pelo país e levar até eles a oportunidade de ver de perto as taças conquistadas, o ônibus que transporta os jogadores de um jogo a outro e todas as estruturas que envolvem os projetos sociais é muito gratificante.

Sobre o novo Beira Rio, Caçapava disse que apesar de todas as modificações realizadas em sua estrutura, para que tivesse condições de receber os jogos da Copa do Mundo, as histórias de torcedores, jogadores e dirigentes ainda seguem vivas dentro do estádio e permanecerão durante muito tempo por entre os pilares de um gigante erguido sobre as águas na década de 60. “O que nós temos hoje é um estádio de primeiro mundo e o torcedor deve se orgulhar disso, pois terá conforto, tranquilidade e segurança para assistir aos jogos do clube que serão disputados após a realização do mundial”, explicou o ex-jogador.

Cápsula do Tempo recebeu diversas mensagens dos torcedores rio-grandinos

Para o cônsul e conselheiro do Internacional em Rio Grande, Alexandre Faria, viver mais uma vez um momento como este e interagir com a história do clube foi muito gratificante. Segundo ele, este evento estava programado para acontecer apenas em quatro praias do litoral norte, mas como Torres não conseguiu sediar por conta das condições climáticas, o consulado rio-grandino trabalhou para que os veranistas e moradores de Rio Grande pudessem mais uma vez ter contato com este material e assim poder estreitar ainda mais as relações da capital com o interior do estado.

O local destinado ao preenchimento das mensagens que seriam colocadas na Cápsula do Tempo esteve durante todo o momento repleto de colorados e o repórter que vos escreve também não perdeu a oportunidade e deixou sua mensagem, que será lida daqui a 45 anos, um momento que pode ser considerado histórico pelo lado vermelho do Rio Grande do Sul.

A estrutura esteve à disposição dos veranistas até às 20h e o finalista do balneário Cassino no quiz, que irá assistir a cerimônia de reinauguração do Beira Rio, deverá ser conhecido nos próximos dias.

fev 152014
 

Matéria e foto: Anderson Silveira/ Colunista e cronista de turfe em Pelotas dos sites Brasil Turfe e Pega Pelo Rabo.

Turfistas rio-grandinos serão homenageados no Hipódromo da Tablada, em Pelotas

Neste domingo dia 16 de fevereiro, mais uma vez o Jockey Club de Pelotas prestará uma homenagem a Cidade do Rio Grande.

Será realizado neste dia o GP CIDADE DO RIO GRANDE e mais uma vez os turfistas rio-grandinos serão homenageados no Hipódromo da Tablada, em Pelotas.

Após quase 16 anos que o Jockey Club foi desativado, muitos rio-grandinos ainda amam o esporte. Vários turfistas frequentam o Hipódromo da Tablada como opção para o seu lazer com as corridas de cavalos, assim como muitos familiares que moram também dentro do hipódromo, treinadores, jóqueis e outros funcionários do ramo. Portanto mais uma vez essa homenagem é digna ao turfista rio-grandino.

Serão seis páreos neste domingo, com destaque para a prova do GP CIDADE DO RIO GRANDE 2014.

A lista dos jóqueis participantes que montarão será oficializada na programação oficial a partir de sexta-feira. Mais detalhes no site: http://www.jcpelotas.com.br/

fev 152014
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Fotos: Créditos nas próprias imagens

rodrigo@papareianews.com

Bolsa foi deixada em cima do guarda-volumes. Foto: Capitão Mendonça BM

A sexta-feira dos rio-grandinos terminou com um tom de suspense. Desde as primeiras horas da manhã uma bolsa, deixada em cima do guarda-volumes da agência do banco Bradesco, foi a protagonista de cenas até então vistas apenas em filmes e nas capitais: o objeto suspeito parecia se tratar de uma bomba.

O primeiro contato feito para a Brigada Militar aconteceu às 12h30 e os policiais, ao analisarem as imagens do circuito interno na presença do gerente da agência, optaram por isolar a área e solicitar o apoio do Grupo de Ações Táticas Especiais, o GATE, para verificar o objeto com mais propriedade. A decisão de chamar os militares da capital se deu por conta da complexidade e das atitudes do responsável, registradas pelas câmeras de monitoramento.

Segundo o capitão da Brigada Militar, Claudiomiro Mendonça, o homem primeiramente tentou colocar a bolsa em um dos guarda-volumes, mas não conseguiu. Ele tentou pela segunda vez e, diante da dificuldade, resolveu colocar em cima do utilitário e simplesmente foi embora. Para não prejudicar seu funcionamento, a área foi isolada após às 15h.

Área foi isolada depois das 15h. Foto: Rodrigo de Aguiar

Com a informação de que os homens do GATE chegariam apenas por volta de 19h, coube ao policiamento à tarefa de manter a área sem a circulação de pessoas. Com a via obstruída, agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana foram chamados para controlar o trânsito, que estava sendo desviado pela Benjamin Constant. Muitas pessoas que passavam pelo local não entendiam o que estava acontecendo e diversos curiosos paravam para fotografar e acompanhar o trabalho da polícia e dos demais envolvidos no caso. Mendonça disse que, em vinte e seis anos de profissão nunca havia visto um acontecimento como este em Rio Grande, e por conta disso todo cuidado era pouco.

Moradores dos arredores encontraram dificuldades para chegar em casa e fiéis de uma igreja evangélica, situada em frente ao banco, não tinham certeza se o culto, previsto para começar às 19h30, seria ou não realizado.

Policiais do GATE chegaram pontualmente às 21h. Foto: Rodrigo de Aguiar

Pontualmente às 21h e com duas horas de atraso em relação ao horário informado anteriormente, os homens do GATE chegaram ao local. Junto com eles vieram também um caminhão do Corpo de Bombeiros e uma ambulância do SAMU, que prestaram suporte ao trabalho destes policiais especializados. Dentro da viatura havia todo o material necessário, inclusive um aparelho de raio x, utilizado no atendimento desta ocorrência.

Como estes profissionais tiveram de viajar de Porto Alegre para cá, surgiu o questionamento sobre o por quê da zona sul não contar com um grupamento deste porte e a resposta, dada por um dos policiais rio-grandinos, foi de que a instituição não autoriza a criação de grupos que não estejam localizados na capital, fazendo com que o deslocamento seja inevitável. Diante disso, apenas as capitais e a Força Nacional podem contar com estes esquadrões especializados.

Após um dia inteiro de mistério ele enfim foi esclarecido: na bolsa estavam apenas roupas. Foto: Eduardo Bozzetti

Naquele momento, quem aguardava ansiosamente para chegar em casa era Letícia Rolim. A secretária, de 31 anos, mora quase que em frente à agência e havia chegado ao local às 20h30. Muito preocupada, ela tinha uma formatura para participar e para contribuir ainda mais o impasse não era resolvido. “Estou com tudo pronto em casa, inclusive o vestido, mas não sei se vou conseguir chegar a tempo”, disse ela em meio a ligações em seu celular.

Perto das 23h e quase duas horas depois da chegada dos homens do GATE, o mistério de um dia inteiro foi finalmente esclarecido: dentro da bolsa foram encontradas peças de roupas sujas enroladas em sacos plásticos.

Agência já havia passado por outra situação de atenção 

No dia 2 de março de 2012, também em uma sexta-feira, esta mesma agência foi protagonista do primeiro assalto a banco registrado em Rio Grande. Na época os bandidos haviam entrado pelos fundos e utilizavam macacões de construção, o que fez com que fossem confundidos com os funcionários que trabalhavam na obra de reforma do prédio. Naquela oportunidade uma grande quantia em dinheiro foi roubada e o veículo supostamente utilizado pelos bandidos na fuga foi encontrado pela polícia meses depois abandonado próximo ao camelódromo.

fev 142014
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Foto: Márcio Degani

rodrigo@papareianews.com

A estrutura desta bicicleta é composta por 90% de garrafas pets usadas, 5% de vidro usado e 5% de polietileno puro

Se o simples ato de deslocar-se de bicicleta já é considerado altamente sustentável, imagina então pedalar em uma construída em plástico reciclado! Não, você não está enganado, ela é realmente produzida a partir de materiais reutilizados. A estrutura é composta por 90% de garrafas pets usadas, 5% de vidro usado e 5% de polietileno puro.

Em Rio Grande, os amantes do ciclismo já podem encontrar esta novidade a venda. A loja Zero CO2, especializada na comercialização de meios de transporte alternativos, está trazendo com exclusividade esta bicicleta diferenciada.

Considerado como um esporte, o ciclismo surgiu a partir de 1890 na Inglaterra, época em que o aperfeiçoamento do veículo possibilitou o alcance de maiores velocidades. O ciclismo é regido por diversas regras e geralmente enquadra-se em quatro categorias: provas em estradas, provas em pistas, provas de montanha e o BMX, que é praticado com diversos tipos e modelos de bicicletas.

Em termos de saúde, o ciclismo é uma atividade rítmica e cíclica, ideal para desenvolvimento dos sistemas de energia aeróbico e anaeróbico, dependendo do tipo de treinamento aplicado. Desenvolve o sistema cardiovascular dos praticantes, sendo ainda indicado por médicos especialistas como ótimo exercício para queima de gordura corporal e desenvolvimento de resistência de força muscular de pernas, em treinamentos.

Atenta a esta que pode se tornar uma nova moda e auxiliar o ciclista amador em sua escolha, nossa equipe de reportagem esteve conhecendo e sabendo um pouco mais das características desta “bike” ecológica.

A ideia de trazer para o município este produto foi do empresário Márcio Degani, após ser questionado por clientes de São Paulo e Rio de Janeiro que estiveram em sua loja procurando exatamente este tipo de bicicleta. Diante da procura que começava a aumentar, ele passou a pesquisar empresas que fabricassem bicicletas com estas configurações até que encontrou a única, no estado de São Paulo.

O responsável por esta criação é o uruguaio Ruan Muzzi. O inventor não comercializava seu trabalho com lojistas, o contato era feito diretamente pelos interessados. Degani, sabendo disso, mesmo assim entrou em contato e apresentou a atividade desenvolvida por ele em seu estabelecimento, em Rio Grande, e Muzzi resolveu tornar-se parceiro. Dessa forma, a Zero CO2 é a única loja no Rio Grande do Sul a comercializar este tipo de bicicleta.

De acordo com Degani, enquanto protótipo, o quadro pesava 13 kg e atualmente a mesma estrutura não ultrapassa os seis. “O quadro é mais forte que o de alumínio ou de aço”, disse o comerciante enquanto apontava para nossa reportagem a bicicleta.

Outro fato interessante sobre estas bicicletas é que nenhuma delas é igual à outra, pois elas podem ser facilmente personalizadas. Sua versatilidade e durabilidade fazem delas produtos de exportação e seu valor gira em torno de R$ 1.150,00 (mil cento e cinquenta reais). Márcio informou ainda que esta mesma bicicleta pode também ser montada por um valor mais baixo, podendo chegar o preço final na faixa de R$ 600,00 (seiscentos reais).