jul 132013
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Fotos: Daniel Corrêa e Gilney huskie

rodrigo@papareianews.com

daniel@papareianews.com

Integrantes de sindicatos bloquearam os portões das garagens das principais empresas de transporte urbano e fretamento

Rio Grande também parou! Nunca, na história recente do país, foi registrado um dia de luta popular que mobilizou milhões de brasileiros em um único grito. O dia 11 de julho nunca mais será esquecido.

A movimentação começou cedo. Ainda na madrugada, integrantes de sindicatos bloquearam os portões das garagens das principais empresas de transporte urbano e fretamento, o que causou a paralisação destes serviços. Sem a tradicional movimentação de coletivos no início da manhã, a paisagem rio-grandina começava gradativamente a mudar.

Quem dependia do transporte por lanchas não foi prejudicado. As embarcações que realizam a travessia entre Rio Grande x São José do Norte operaram normalmente, porém registraram um baixo número de passageiros. Próximo ao Polo Naval, funcionários de uma das empresas pararam as atividades e uniram-se ao Sindicato dos Metalúrgicos que, com um carro de som, informava os trabalhadores que chegavam sobre o ato e buscava novos participantes.

Na Ponte dos Franceses passavam apenas moradores da Vila Mangueira, viaturas policiais e ambulâncias, além de pessoas caminhando

Bloqueios foram realizados também na Ponte dos Franceses e no trevo de acesso aos terminais retroportuários. No primeiro local, passavam apenas moradores da Vila Mangueira, viaturas policiais e ambulâncias, além de pessoas a pé.

Já próximo a Termasa/Tergrasa, foi permitida apenas a passagem de caminhões que chegaram durante a noite para descarregar nas empresas ali próximas.

Na BR-392, nem os policiais rodoviários federais conseguiam acreditar na situação que visualizavam. O número de veículos que circulavam pela rodovia era extremamente abaixo de um dia tido como de pouco movimento. O que também contribuiu para o baixo fluxo foi uma determinação do DAER, que proibiu a circulação de linhas intermunicipais no estado durante todo o dia.

A ERS-734, estrada Rio Grande x Cassino, também registrou pouco movimento. Segundo informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar, no horário da manhã já podem ser observados congestionamentos, algo que ontem não foi registrado.

Ato público ocorreu às 17h no Largo Dr. Pio

Nas ruas da cidade, principalmente no centro, o movimento era mínimo. As lojas do calçadão fecharam as portas e apenas farmácias atuaram normalmente. As manifestações continuaram em outros pontos da cidade durante a tarde e às 17h um ato público foi realizado no Largo Dr. Pio.

No local, considerado o mais democrático do município, dirigentes sindicais e representantes de movimentos estudantis fizeram discursos em cima de um caminhão de som disponibilizado. Quando o ato encerrou, integrantes do Movimento Livre Unificado caminharam em direção ao prédio da Prefeitura Municipal, onde solicitaram atendimento do prefeito Alexandre Lindenmeyer.

Diante da demora, os manifestantes resolveram ocupar o prédio. Lá dentro eles informaram que só sairiam após serem ouvidos e terem suas principais reivindicações atendidas. No local, eles passaram a noite acampados.

Integrantes do Movimento Livre Unificado caminharam em direção à Prefeitura

Diante da demora, manifestantes resolveram ocupar o prédio

 

 

 

 

 

 

 

 ORDEM DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE RETIROU OS MANIFESTANTES DO LOCAL

Após passarem a noite e todo o dia no saguão do Paço Municipal, os manifestantes foram retirados depois da apresentação de uma ordem de reintegração de posse, trazida por oficiais de justiça.

Horas antes, o prefeito Lindenmeyer esteve reunido com representantes da Brigada Militar e de presidentes de sindicatos, que expuseram as principais reivindicações.

Policiais do Pelotão de Operações Especiais estiveram presentes durante todo o ato

Com a ordem em mãos, os ocupantes pediram para a Polícia Militar cinco minutos, onde iriam definir a forma de saída. Reunidos com representantes sindicais, os manifestantes decidiram formar uma comissão que irá discutir a situação do transporte coletivo, assunto mais debatido nos protestos.

Não foi necessário o efetivo cumprimento da ordem judicial, os manifestantes deixaram o prédio pela porta lateral e foram ovacionados por quem estava do lado de foram apoiando o movimento. Policiais do Pelotão de Operações Especiais estiveram presentes durante todo o ato para garantir a integridade física dos participantes e também a manutenção da ordem pública.

Às 18h, uma assembleia popular foi realizada. Sentados no chão ou em colchões, a reunião aconteceu no meio da Rua General Netto, em frente à Prefeitura. A atividade foi acompanhada por um grupo de skatistas que, mais tarde, trancaram o trânsito na Rua Marechal Floriano.

A Brigada Militar mais uma vez tentou realizar um acordo com os manifestantes que, em um primeiro momento, não atenderam à orientação dos militares. Muitos motoristas, que estavam presos no manifesto, retornaram na contramão, o que causou indignação dos que ali protestavam. De lá, todos seguiram para o entroncamento das ruas General Netto e Silva Paes, onde mais uma vez paralisaram o trânsito.

Ao contrário do que antes havia sido observado na Marechal Floriano, o fluxo na Avenida Silva Paes foi liberado e os manifestantes reuniram-se mais à frente. Na assembleia, eles decidiram que irão realizar um novo ato, que não deverá ser divulgado para que possa causar mais impacto.

Manifestante concedendo entrevista para a imprensa

Grupo de skatistas bloqueou o trânsito na Rua Marechal Floriano


Fatal error: Uncaught Exception: 12: REST API is deprecated for versions v2.1 and higher (12) thrown in /home/joses963/public_html/papareianews.com/wp-content/plugins/seo-facebook-comments/facebook/base_facebook.php on line 1044