dez 212013
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Foto: Divulgação

rodrigo@papareianews.com

Instalação de uma placa possibilitando o estacionamento para carga e descarga é apontada como solução pelos lojistas ouvidos por nossa reportagem

Seis meses se passaram da decisão da Secretaria de Município de Mobilidade Urbana e Acessibilidade de proibir o estacionamento de veículos no lado direito da Rua 24 de maio. A atitude desagradou motoristas e comerciantes e a expectativa era de que ao longo do tempo tudo fosse se encaixar, mas, no entanto não é bem assim que a situação se encontra. Neste aspecto, o dia 18 de maio foi um marco para uma mudança nos hábitos dos rio-grandinos e o período de adaptação foi extremamente complicado e ainda está sendo deixar o espaço apenas para o uso exclusivo dos ônibus do transporte coletivo. Em virtude disso, diversos questionamentos acabam sendo levantados acerca da viabilidade daquele trecho compreendido entre a Rua Senador Corrêa e General Vitorino.

A medida tomada para proporcionar maior fluidez no trânsito pode ter dado mais agilidade aos ônibus, que encontram na 24 de maio o trecho mais complicado, depois da Junção, em horários de pico, mas os comerciantes ainda assim desaprovam. Para Bruna Piske, gerente de uma loja de móveis localizada no trecho que sofreu a mudança, esta situação dificultou muito as paradas para carga e descarga, sendo que algumas transportadoras que realizavam serviços para o estabelecimento já não querem mais trabalhar em virtude deste impedimento imposto pela SMMUA.

A comerciante disse ainda que os transportadores, na grande maioria das vezes, chegam muito cedo para tentarem conseguir uma vaga de estacionamento do outro lado da rua, o que acaba por inviabilizar a execução das atividades profissionais. “As vezes o pessoal disputa espaço com carros e motos que circulam na via, enquanto carregam móveis e colchões para a loja”, salientou Bruna.

A solução, apontada pela responsável pelo estabelecimento, seria a colocação de uma placa que permita o estacionamento com o fim específico de atendimento as lojas ali situadas. Dessa maneira, boa parte dos problemas enfrentados por ela e pelos demais lojistas poderiam ser resolvidos. Outro ponto levantado por ela é com relação aos carros que, quando estacionam no local proibido, acabam sendo xingados pelos motoristas, que não respeitam o período em que os veículos estacionam para normalmente retirarem mercadorias.

Posicionamento semelhante acerca desta questão tem Gabriel Meireles. Trabalhando como atendente em uma loja de chocolates, localizada também no espaço do corredor de ônibus, ele disse que esta situação torna dificultosa a chegada dos clientes, pois muitos deles acabam tendo que estacionar em vagas rotativas, o que acaba por implicar indiretamente no aumento do custo das compras realizadas.

Compartilhando da mesma opinião de Bruna, Meireles também acredita que a colocação de uma placa autorizando o estacionamento para operações de carga e descarga melhoraria muito a situação enfrentada atualmente. Ele e sua colega de trabalho explicaram ainda que o barulho dos ônibus, que param nas proximidades, impede a comunicação com os clientes no interior da loja e acaba por afastar muitos na hora das compras.

Os ônibus realmente utilizam o espaço, mas ele também confirmou a situação apresentada por Bruna: “Alguns motoristas realmente xingam quem para aqui por algum motivo”, apontou Gabriel. “Quem também sofre são os pedestres, pois acabam sem saber o que fazer diante de toda essa situação”, finalizou.


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