mai 192013
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar;

Fotos: Daniel Corrêa.

rodrigo@papareianews.com

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Time do técnico Rudi Machado entrou em campo com a missão de reverter a vantagem conquistada pelo Brasil de Pelotas no jogo da última quinta-feira.

Um caldeirão, assim pôde ser definido o estádio Aldo Dapuzzo na segunda partida do São Paulo diante do Brasil de Pelotas válida pela final do primeiro turno da série A2 do Gauchão. No início da tarde deste domingo todos os caminhos levavam a linha do Parque e o torcedor não conseguia esconder o sentimento de confiança mesmo após o primeiro resultado negativo no Bento Freitas na última quinta-feira.

Desde muito cedo a movimentação no entorno do estádio foi grande e, ao longo da semana, este foi o assunto mais comentado nas rodas de conversas, pois, afinal de contas, esta seria a primeira final de competições oficiais disputada pelo São Paulo nos últimos 28 anos.

Tamanha confiança fez com que pela manhã fosse organizada a chamada “Carreata da virada”, o evento promovido pelos Postos Ongaratto, SEI Empreendimentos Imobiliários, Unimed Litoral Sul e Evoke Veículos teve como objetivo chamar a comunidade para ir ao estádio e apoiar a equipe na busca pela superação no placar. O trajeto contemplou bairros e área central quebrando completamente a tranquilidade de uma manhã de domingo.

A segurança dos torcedores e do evento foi uma questão amplamente debatida e estudada nos últimos dias, em reunião realizada na tarde de terça-feira, na sede do 6º BPM, dirigentes dos dois clubes, agentes de trânsito e secretários municipais definiram os detalhes relativos à operação que envolveu um enorme efetivo. A organização começou pelos vendedores ambulantes que foram dispostos ao longo da Rua Domingos de Almeida e América, diferentemente do que normalmente acontece. A medida teve como objetivo facilitar o fluxo dos torcedores.  Quem também sofreu alterações foi o trânsito na Avenida Presidente Vargas que ficou em meia pista desde as primeiras horas da tarde.

Com os portões abertos às 13h os torcedores rubro-verdes puderam chegar com calma e garantirem o melhor lugar para assistir a partida decisiva que contou com a presença de 135 policiais Riograndinos e Pelotenses. O acesso da torcida xavante se deu pela Rua América e todo o espaço reservado foi preenchido contabilizando um número de aproximadamente 500 pessoas. Assim como em Pelotas houve a escolta dos torcedores, atividade que garantiu a segurança e impediu problemas como conflitos e desavenças.

A expectativa para a realização da final era tão grande que com quase duas para o início do jogo o estádio já estava cheio, e com a bola rolando chegou à histórica marca de oito mil pessoas.

Segundo o Capitão Mendonça a Brigada Militar trabalhou exaustivamente durante toda a semana e nenhuma ocorrência de grandes proporções foi registrada. Ainda de acordo com ele uma denúncia de venda de ingressos falsos foi recebida, mas não foi oficialmente confirmada, pois o possível vendedor fugiu ao perceber a presença policial.

O JOGO:

Dentro de campo duas realidades completamente diferentes, de um lado o índio xavante buscando apenas um empate e do outro um leão precisando reverter o resultado desfavorável diante de mais de oito mil apaixonados que, antes mesmo do início da partida, já cantavam e não mediam esforços para passarem toda a energia necessária para os jogadores nas quatro linhas.

Momento em que Aylon comemora o gol marcado aos 35 minutos do primeiro tempo tirando a vantagem e igualando a final do primeiro turno.

Com a bola rolando o time visitante pressionou e arriscou, mas foi Aylon que aos 32 minutos fez os torcedores rubro-verdes soltarem o grito de gol. Com o cruzamento de Robert e a escorada de cabeça de Alê Menezes o jovem Riograndino teve apenas a missão de empurrar a bola para o fundo da rede, abatendo de vez o goleiro Luiz Miller. O gol tirava de vez a vantagem obtida no jogo de Pelotas pelo Brasil e botava fogo na decisão que, naquele momento, estaria sendo decidida nos pênaltis.

Já no segundo tempo o time do Brasil de Pelotas até marcou com Éder Machado, mas em posição irregular teve seu gol anulado, para o alívio da torcida do Leão. Outras chances vieram, mas todas pararam nas mãos do goleiro Luciano. O São Paulo também arriscou, no entanto o gol não saiu, fazendo com que a decisão da vaga e o título do primeiro turno fossem disputados nos pênaltis.

Antes do inicio das cobranças os refletores do estádio Aldo Dapuzzo desligaram e deixaram tudo às escuras, nesse momento as duas torcidas proporcionaram um belo espetáculo acendendo as luzes dos celulares que, juntas, formaram uma espécie de constelação. Com o retorno da iluminação as cobranças foram iniciadas e para o delírio de todos brilhou a estrela do goleiro Luciano que defendeu três das cinco penalidades batidas pelo Brasil. À vaga para a primeira divisão e também o título do primeiro turno veio dos pés de Caio, Luiz Miller precisava defender para forçar as cobranças alternadas, mas isto não aconteceu, a bola foi para o gol e o São Paulo depois de 11 anos carimbou a volta à elite do futebol gaúcho, proporcionando uma festa incrível que contou ainda com a invasão da torcida dentro de campo.

A FESTA:

Como já é tradição em eventos esportivos a comemoração do título e da vaga aconteceu no Canalete. A Avenida Major Carlos Pinto ficou tomada pelos torcedores que misturavam sentimentos de felicidade e emoção, um acontecimento inédito na história recente de nossa cidade. Nem mesmo a chuva foi parâmetro para afastar as milhares de pessoas que foram festejando até o local desde a saída do estádio. Quem também participou da festa foram os jogadores do São Paulo, os atletas desfilaram em cima de um caminhão do Corpo de Bombeiros junto com a taça da conquista.

A partir de agora o torcedor Riograndino como um todo já pode começar a pensar nas possibilidades da vinda da dupla Grenal a Rio Grande, resta apenas aguardarmos o sorteio dos grupos que acontecerá no mês de dezembro na sede da FGF.

Goleiro Luciano defendeu três das cinco penalidades batidas pelo time do Brasil de Pelotas e virou o herói da conquista rubro-verde.

Torcedores e jogadores uniram-se em campo para comemorar o tão sonhado acesso para a elite do futebol gaúcho.


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