fev 152014
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar

Fotos: Créditos nas próprias imagens

rodrigo@papareianews.com

Bolsa foi deixada em cima do guarda-volumes. Foto: Capitão Mendonça BM

A sexta-feira dos rio-grandinos terminou com um tom de suspense. Desde as primeiras horas da manhã uma bolsa, deixada em cima do guarda-volumes da agência do banco Bradesco, foi a protagonista de cenas até então vistas apenas em filmes e nas capitais: o objeto suspeito parecia se tratar de uma bomba.

O primeiro contato feito para a Brigada Militar aconteceu às 12h30 e os policiais, ao analisarem as imagens do circuito interno na presença do gerente da agência, optaram por isolar a área e solicitar o apoio do Grupo de Ações Táticas Especiais, o GATE, para verificar o objeto com mais propriedade. A decisão de chamar os militares da capital se deu por conta da complexidade e das atitudes do responsável, registradas pelas câmeras de monitoramento.

Segundo o capitão da Brigada Militar, Claudiomiro Mendonça, o homem primeiramente tentou colocar a bolsa em um dos guarda-volumes, mas não conseguiu. Ele tentou pela segunda vez e, diante da dificuldade, resolveu colocar em cima do utilitário e simplesmente foi embora. Para não prejudicar seu funcionamento, a área foi isolada após às 15h.

Área foi isolada depois das 15h. Foto: Rodrigo de Aguiar

Com a informação de que os homens do GATE chegariam apenas por volta de 19h, coube ao policiamento à tarefa de manter a área sem a circulação de pessoas. Com a via obstruída, agentes da Secretaria de Mobilidade Urbana foram chamados para controlar o trânsito, que estava sendo desviado pela Benjamin Constant. Muitas pessoas que passavam pelo local não entendiam o que estava acontecendo e diversos curiosos paravam para fotografar e acompanhar o trabalho da polícia e dos demais envolvidos no caso. Mendonça disse que, em vinte e seis anos de profissão nunca havia visto um acontecimento como este em Rio Grande, e por conta disso todo cuidado era pouco.

Moradores dos arredores encontraram dificuldades para chegar em casa e fiéis de uma igreja evangélica, situada em frente ao banco, não tinham certeza se o culto, previsto para começar às 19h30, seria ou não realizado.

Policiais do GATE chegaram pontualmente às 21h. Foto: Rodrigo de Aguiar

Pontualmente às 21h e com duas horas de atraso em relação ao horário informado anteriormente, os homens do GATE chegaram ao local. Junto com eles vieram também um caminhão do Corpo de Bombeiros e uma ambulância do SAMU, que prestaram suporte ao trabalho destes policiais especializados. Dentro da viatura havia todo o material necessário, inclusive um aparelho de raio x, utilizado no atendimento desta ocorrência.

Como estes profissionais tiveram de viajar de Porto Alegre para cá, surgiu o questionamento sobre o por quê da zona sul não contar com um grupamento deste porte e a resposta, dada por um dos policiais rio-grandinos, foi de que a instituição não autoriza a criação de grupos que não estejam localizados na capital, fazendo com que o deslocamento seja inevitável. Diante disso, apenas as capitais e a Força Nacional podem contar com estes esquadrões especializados.

Após um dia inteiro de mistério ele enfim foi esclarecido: na bolsa estavam apenas roupas. Foto: Eduardo Bozzetti

Naquele momento, quem aguardava ansiosamente para chegar em casa era Letícia Rolim. A secretária, de 31 anos, mora quase que em frente à agência e havia chegado ao local às 20h30. Muito preocupada, ela tinha uma formatura para participar e para contribuir ainda mais o impasse não era resolvido. “Estou com tudo pronto em casa, inclusive o vestido, mas não sei se vou conseguir chegar a tempo”, disse ela em meio a ligações em seu celular.

Perto das 23h e quase duas horas depois da chegada dos homens do GATE, o mistério de um dia inteiro foi finalmente esclarecido: dentro da bolsa foram encontradas peças de roupas sujas enroladas em sacos plásticos.

Agência já havia passado por outra situação de atenção 

No dia 2 de março de 2012, também em uma sexta-feira, esta mesma agência foi protagonista do primeiro assalto a banco registrado em Rio Grande. Na época os bandidos haviam entrado pelos fundos e utilizavam macacões de construção, o que fez com que fossem confundidos com os funcionários que trabalhavam na obra de reforma do prédio. Naquela oportunidade uma grande quantia em dinheiro foi roubada e o veículo supostamente utilizado pelos bandidos na fuga foi encontrado pela polícia meses depois abandonado próximo ao camelódromo.


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