mar 042013
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar;

Fotos: José Silveira.

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Cronômetro iniciou a contagem pontualmente às 7h.

Garra, superação e força de vontade, essas foram às palavras chave que nortearam os mais de 270 corredores que participaram na manhã de ontem da vigésima edição da Supermaratona Cidade do Rio Grande. Como de costume diversos competidores, de várias regiões do país, marcaram presença e mais uma vez promoveram a interação entre estados que, juntos, percorreram o trajeto de 50 km que neste ano homenageou os cem anos de serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros da cidade.

Desde cedo à movimentação em frente à Sociedade Amigos do Cassino dava conta de mais um sucesso que estava por vir. O Presidente da Associação dos Corredores de Rua do Rio Grande, Roger Lopes, incansavelmente andava de um lado a outro buscando sanar as últimas dúvidas e organizar os corredores para o início da prova. Ao longo da Avenida Rio Grande era possível visualizar os atletas que, sozinhos ou em grupo, realizavam trabalhos de aquecimento visando à longa jornada que os esperava.

Entre vários atletas estava Vagner de Lima, o paulista, de São Caetano do Sul, pela primeira vez veio a Rio Grande para participar da prova que ficou conhecendo através de seus colegas ao comentarem durante a também Supermaratona de Friburgo, no Rio de Janeiro. Como ainda não conhecia o terreno, Lima esperava completar o teste em até cinco horas. Corredor há mais de quatro anos, ele contou que a maratona de Friburgo foi a mais importante de sua recente carreira.

Quem apresentava um alto grau de concentração era o até então tetracampeão José Pereira da Silva, ou simplesmente P. Silva. O atleta do Cruzeiro Esporte Clube, que vinha de lesão na panturrilha, e que treinou apenas 35 dias para a edição de 2013 vinha em busca do pentacampeonato, mas as adversidades o deixavam ciente dos percalços que poderiam impedir tal feito. Seu técnico a todo o momento o incentivava e acreditava no potencial do atleta que faturou as quatro últimas provas.

O corredor André Aparecido entrou no pórtico liderando a prova masculina.

Pontualmente às 7h o cronômetro oficial começou a rodar e mais uma edição estava oficialmente iniciada. O ingresso na ERS 734 foi antecedido por uma volta completa no Balneário Cassino. O percurso na estrada, rumo à área central, contou com o total apoio do Batalhão Rodoviário da Brigada Militar que controlou o trânsito e escoltou o pelotão principal durante as principais ruas da cidade. Já na estrada da Barra o controle passou também para a Polícia Rodoviária Federal que orientou o tráfego pesado na via que conduz aos principais terminais portuários.

Foi também na estrada da Barra que o destino do tetracampeão do clube mineiro começou a ganhar a forma de pentacampeonato. Após um longo trajeto figurando na terceira posição e com distância significativa dos primeiros colocados P. Silva assumiu a ponta, deixando para trás o gaúcho Claudir Rodrigues e o bicampeão Lindemberg Nunes.

A chegada de P. Silva em frente à SAC, após exatas 3h da largada, foi acompanhada de muitos aplausos e da enorme alegria do técnico, que ao longo do percurso fotografava e dava um apoio positivo não só a ele, mas também aos demais atletas do clube que estavam presentes. Em entrevista realizada após a chegada e com a histórica marca de cinco vitórias seguidas o agradecimento maior se dava a Deus. Com apenas 35 dias de treinamento o feito foi considerado por ele como uma verdadeira superação. Silva cogitou ainda sua aposentadoria, tendo sido a edição de 2013 a última do histórico maratonista.

No pelotão feminino a vencedora foi à paulistana Maria dos Remédios, a corredora abriu vantagem sobre sua concorrente, à gaúcha Clarice Santos, na beira da praia onde liderou com folga até chegar à SAC, batendo seu próprio recorde com o tempo de 3h e 38 minutos. Extremamente cansada, Maria disse que o principal diferencial da Supermaratona está intimamente relacionado ao clima que ela informa ser semelhante ao experimentado onde mora, na capital paulista. Ela destacou ainda que o percurso que dá mais valor a prova é sem dúvida nenhuma a beira da praia, local em que a atenção deve ser redobrada por causa do solo mais pesado.

Quem também conversou com a gente foi o Brasiliense de coração Lindemberg Nunes, o competidor, que por duas vezes faturou o título da competição, nesse ano chegou na terceira colocação e disse que o apoio prestado pelo povo Riograndino auxilia muito os corredores. Ele, que participa pela décima terceira vez, contou que o trajeto mais complexo é o da estrada da Barra por conta do vento forte e se não existir concentração naquele momento as chances de abandono são grandes. Nesta segunda, dia 4, ele estará completando 50 anos e ainda em 2013 estará participando de uma maratona de 85 km na África do Sul.

Lindenmeyer destacou a maciça participação no evento.

O prefeito Alexandre Lindenmeyer disse que a maciça participação no evento vem consolidando o nome da cidade no cenário nacional e a Prefeitura enquanto ente público quer estar ainda mais próxima para auxiliar no crescimento e no fornecimento de subsídios para a melhora cada vez maior da competição. O chefe do Executivo aproveitou ainda para divulgar um projeto de recuperação do ginásio da Praça Saraiva, auxiliando assim no crescimento das práticas esportivas e diminuindo a questão do uso de drogas em virtude da utilização de períodos ociosos para a prática dos mais diversos tipos de atividades.

Ao final o Presidente da ACORRG, Roger Lopes, destacou os acontecimentos especiais desta edição e elogiou a participação da comunidade para este evento e os demais promovidos pela entidade. A premiação total chegou à casa dos 34 mil reais, tendo como principal atenção os vencedores das classes masculina e feminina que levaram para casa o prêmio de R$ 4.000,00. A vigésima primeira Supermaratona de 2014 já tem data definida, será realizada no dia 16 de março em virtude do carnaval que mais uma vez será fora de época.

Outras imagens da prova podem ser conferidas ao clicar aqui.

A paulistana Maria dos Remédios quebrou o próprio recorde e faturou o tetracampeonato.

Atletas passaram em frente ao Estaleiro Rio Grande.

P. Silva treinou apenas 35 dias em virtude de uma lesão na panturrilha, a vitória foi considerada por ele uma superação.

Perto de completar 50 anos, Lindemberg disse que o trecho mais complexo é o da estrada da Barra em virtude do forte vento.


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