nov 162013
 

Matéria e fotos: Rodrigo de Aguiar

rodrigo@papareianews.com

O trabalho total de confecção do livro foi de aproximadamente seis meses e foram utilizadas fotos, registros eletrônicos e a própria experiência do autor, que foram minuciosamente catalogados

Relatar a emoção de uma longa e inesquecível partida de paintball de um dia de duração: esta é a intenção do livro “A caminho de Fallujah”, do advogado civilista Ricardo de Biasi Amaral. A prova, denominada Fallujah 24 horas, é realizada a cada dois anos no município de Caçapava do Sul e simula situações de um enfrentamento real. Divididos em grupos que disputam entre si, os jogadores partem para o cumprimento de missões em um local inóspito, que lembra facilmente um cenário de guerra.

De acordo com Biasi, participaram da disputa que originou o livro mais de oitenta pessoas, do estado e também de Santa Catarina e Paraná. Um outro time, formado por aproximadamente vinte profissionais, é responsável pela preparação do local e fiscalização da prova e dos materiais utilizados.

Os jogos de longa duração existem no estado há cinco anos e todos são realizados em Caçapava, em virtude da cidade apresentar um terreno amplo e com todos os obstáculos necessários para a boa prática. Antes de surgirem por aqui, os jogos eram realizados em cidades do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro e são extremamente tradicionais nos Estados Unidos, Inglaterra e Bélgica.

O trabalho total de confecção do livro foi de aproximadamente seis meses e foram utilizadas fotos, registros eletrônicos e a própria experiência do autor, que foram minuciosamente catalogados. Esta é a primeira obra do civilista, que garante gostar de escrever, mas não pretende se tornar escritor. O principal motivo foi justamente a vontade de mostrar a experiência vivida com a prática do esporte.

Biasi joga paintball há sete anos e a escolha por esta modalidade se deu basicamente por ser um esporte radical e de muita emoção. “Formar novas amizades por conta da união entre os participantes é o mais interessante do paintball, até por que não se joga de forma individualizada.”, apontou o autor.

O livro foi lançado este ano durante a Feira do Livro da FURG, no Cassino, e na última segunda-feira, dia 11, Ricardo esteve realizando uma sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre. O convite para o ato foi feito em virtude de muitos praticantes do esporte serem moradores da região metropolitana e não encontrarem o livro a disposição nas livrarias de lá. Já em Rio Grande, os exemplares podem ser encontrados na Livraria Vanguarda, no centro.

Um ponto interessante e que chamou a atenção de Ricardo foi o fato de uma revista eletrônica voltada ao esporte fazer a divulgação do livro, que impulsionou jogadores portugueses a reproduzirem o jogo relatado na história.

Ao ser questionado sobre qual parte do trabalho desenvolvido foi a mais importante, Biasi foi enfático: o momento mais marcante, contrário até mesmo ao que muitas pessoas poderiam pensar, foi quando o livro foi retirado da gráfica. Segundo ele, esta foi a concretização de um sonho, que desmistifica a popular ideia de que o paintball é um esporte violento.


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