out 282012
 

Matéria: Rodrigo de Aguiar;

Foto: José Silveira.

rodrigo@papareianews.com

A paixão pelo futebol está presente até nos pequenos, o que comprova a estreita relação do país com o esporte trazido pelos ingleses.

Você por acaso já comprou balas ou chicletes que vinham com figurinhas? Certamente que sim, no entanto qual destino elas receberam? O hobby que antigamente reunia diversas crianças está de volta, a arte de colecionar figurinhas transcendeu décadas e hoje faz a cabeça da molecada da geração das redes sociais e do mundo eletrônico, provando assim que a comunicação e o convívio real ainda fazem parte do mundo moderno. No entanto engana-se quem pensa que isto é só uma brincadeira, diversos adultos cultivam este hábito com muita propriedade e passam para os pequenos a experiência vivida e as técnicas utilizadas para conseguir a figura daquele ídolo para completar o time ou até mesmo o próprio álbum. Em Rio Grande não é diferente, em uma banca de revistas, localizada no Canalete, uma turma se reúne todos os sábados para a troca e venda dos cromos repetidos, promovendo a interação das pessoas e o cultivo da amizade.

Para o professor Paulo Pepe, que coleciona figurinhas desde pequeno, o momento da troca proporciona o contato de diversas gerações, independente de gostos clubísticos, acrescenta ainda que em sua época as figurinhas vinham nas tradicionais balas Tarzan e tinham como estrelas astros dos principais filmes que na época faziam sucesso nas telas de cinemas pelo mundo afora. Pepe concluiu dizendo que suas primas colecionavam álbuns das principais bonecas, Susi e Barbie são exemplos.

Na foto Adriane auxilia o filho de 10 anos no controle das figurinhas obtidas com as trocas.

Quem também estava por lá era Adriane Cunha ela, que junto com o filho de 10 anos trocava os cromos e conversava conosco, disse que em Pelotas os lojistas do Calçadão proibiram as trocas em virtude da aglomeração de pessoas que tapavam as vitrines das lojas, causando descontentamentos diversos. Adriane disse ainda que aproveita o momento para brincar com o filho que fica contente a cada figurinha diferente obtida.

O responsável por toda essa febre é o comerciante Antônio Joselito, o proprietário da banca contou que essa ideia iniciou com uma diversa quantidade de cromos repetidos que os clientes traziam para tentarem a troca ali mesmo. Joselito disse que quando criança, morando no Rio de Janeiro, seu programa preferido era justamente trocar figurinhas em uma banca próxima, fato este que o impulsionou a criar esta modalidade e que lhe faz lembrar seu período de infância. Quando perguntado sobre o maior movimento que a banca recebeu, Joselito relatou que durante a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a concentração de pessoas foi muito grande, atraindo colecionadores de diversas idades. Ao final da conversa ele destacou uma idosa, moradora da redondeza, que até hoje coleciona álbuns, em determinada ocasião ela trouxe um livro ilustrado da década de sessenta, algo que o deixou espantado e maravilhado.

UMA FEBRE CHAMADA BANANA! 

Na mesa da sala nosso colaborador Carlos Silveira expôs seu álbum da edição 2012 do Campeonato Brasileiro. Junto ao sobrinho e webmaster do blog José Silveira,eles colecionaram inclusive o álbum de figurinhas da Copa de 2010 na África do Sul.

O futebol é realmente como dizem, uma caixinha de surpresas! Quem pensa que já viu nomes diversos em campo não conheceu o Banana, um jogador de meio campo do time do Brasília que jogou o Campeonato Brasileiro de 1977. Quem nos conta esta história é nosso colaborador Carlos Silveira, ele que também coleciona álbuns de figurinhas disse que a camisa do time da Capital Federal era semelhante ao do Internacional e ele foi o atleta com a figurinha mais cobiçada entre a criançada que fazia qualquer sacrifício para tê-lo colado nos álbuns que não eram no atual formato, mas sim como folders que abriam em diversas partes. Silveira lembrou ainda que seu álbum inesquecível foi justamente o de 1977, onde faltaram apenas duas figurinhas para completa-lo. Entre os cromos faltantes estava o do Banana que Carlos teve a surpresa de encontrar por três vezes no mesmo envelope, uma delas ele colou no álbum e as outras duas foram vendidas para a compra de mais oito que mesmo assim não completaram seu álbum naquele ano. Em 2012, ele e o sobrinho José Silveira, nosso Webmaster, colecionam as figurinhas do Campeonato Brasileiro e para completarem totalmente o álbum faltam apenas 20 cromos. Ao final eles dizem que colecionar figurinhas significa conhecer melhor o futebol, conhecer melhor assunto no qual o álbum aborda e a emoção de a cada envelope aberto à vinda da figurinha faltante.

Quer estar junto com a gente nesta saudável brincadeira? Preparamos um fórum para que você possa se inscrever e conversar com os demais colecionadores com a finalidade de trocar os cromos repetidos e proporcionar momentos de alegria e descontração. Acesse através do link ao lado que está devidamente identificado com o assunto abordado.

As trocas geram verdadeiras relações comerciais reguladas pelos olhares atentos dos pequenos colecionadores.

O hobby atrai pessoas de todas as idades, proporcionando o contato direto de diversas gerações.


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